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NESTA EDIÇÃO: NOVE ANOS NO JAPÃO: A JORNADA DE RICARDO KOMORI | ENTRELEGADOS E NOVAS VOZES | GUARDIÃS DO MAR | ESTHER MERINO CONSCIÊNCIA DE SALA

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A Revista Manja é a sucessora da Inter Magazine, construindo uma nova identidade sem negar o seu historial editorial. É um novo começo. Um novo conceito.

Publicada trimestralmente, a Manja é uma revista com estilo e sem pressa, que oferece uma visão aberta, curiosa e contemporânea sobre o mundo da gastronomia e da hospitalidade. É sempre em papel, com textos em português e inglês, e fala a partir de Portugal, mas de olhos bem abertos para o mundo.

É uma edição das Edições do Gosto, com total independência editorial.

A Manja bebe dos valores que norteiam todo o universo das Edições do Gosto, tais como a partilha e preservação do conhecimento, a abrangência territorial (do país inteiro, sem exceções), a sustentabilidade com sentido prático, o diálogo entre gerações, a integração, inclusão e igualdade de oportunidades, a expressão artística como forma de intervenção social e o bem-estar psicológico como parte essencial do setor.

Mais do que uma revista, a Manja é um espaço de reflexão, inspiração e conexão — entre pessoas, saberes e sabores.

MANJAM CONNOSCO

Adriana Urbano

Ângela Leal

Catarina Amado

Cláudia Lima Carvalho

Humberto Mouco

Lara Figueiredo

Louis Cannings

Manuel Ferreira Chaves

Olga Cavaleiro

Paulo Amado

Pedro Abril

Rui Penedo

Sónia Alcaso

Tamara Alves

Tiago Lopes

Virgílio Nogueiro Gomes

#293#293

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#293

As férias têm uma forma muito própria de nos devolver à cozinha. Sem a pressa dos dias de trabalho, há mais tempo para experimentar, recuperar receitas antigas, reunir a família à mesa ou saborear o prazer de cozinhar. Ou, simplesmente, desfrutar do que os outros generosamente prepararam. É nesses gestos simples que a ciência está mais presente do que imaginamos. Cada receita resulta de um conjunto de escolhas, de experiências repetidas e de conhecimentos transmitidos de geração em geração. Muitas dessas práticas nasceram muito antes de existir uma explicação científica para o seu sucesso. A ciência veio apenas ajudar a compreender aquilo que a experiência já tinha demonstrado. Conhecer os fenómenos que acontecem durante a confeção dos alimentos não retira encanto ao ato de cozinhar. Pelo contrário. Permite-nos valorizar ainda mais o saber acumulado ao longo do tempo e compreender melhor os gestos que, tantas vezes, repetimos sem pensar. Tradição e ciência não seguem caminhos diferentes. Complementam-se. Enquanto uma preserva o património gastronómico, a outra ajuda a explicá-lo, a aperfeiçoá-lo e a abrir novas possibilidades. É deste diálogo que nasce uma cozinha mais consciente e igualmente fiel às suas raízes. Enquanto escrevemos estas linhas, há paisagens que voltam a ser marcadas pelo fogo. Os incêndios recordam- -nos, todos os verões, a fragilidade do território que alimenta a nossa mesa. Cada horta perdida, cada pomar queimado ou cada floresta destruída representa muito mais do que uma perda material. Perdem-se trabalho, memória, biodiversidade e uma parte da identidade gastronómica que importa preservar. Talvez por isso faça ainda mais sentido olhar para os alimentos com respeito, valorizar quem continua a cuidar da terra e reconhecer que o futuro da nossa gastronomia depende também da forma como protegemos este património

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